Movimento de defesa das Praias de Matosinhos

 
 
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              POLUIÇÃO

     
  Poluição dos Mares e Oceanos        Poluição dos Rios
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  Poluição    
       
 

A ideia de poluição aparece associada à presença de elementos  tóxicos que impossibilitam ou dificultam gravemente a vida tal como nós a conhecemos, seja a nível local, seja a nível global. A poluição atmosférica e a poluição dos rios, resultante de efluentes industriais e urbanos, caracterizam-se justamente pelos seus níveis de toxicidade. Já a poluição sonora é de um tipo diferente, pois consiste na existência de determinados níveis de ruído.

Todos os tipos de poluição são lesivos das várias formas de vida. Por vezes, provocam alterações dos ecossistemas que obrigam as espécies a adaptar-se às novas condições ambientais. A deslocação de populações é também um resultado possível. Existem casos em que a degradação radical dos ecossistemas conduz à extinção de espécies.

A consciência destes problemas tem levado à adopção de medidas de controlo da poluição por entidades governamentais de numerosos países e por certos organismos supranacionais. O controlo da poluição passa por uma grande diversidade de medidas, da imposição de regras à actividade industrial e do investimento em equipamentos de reciclagem até aos pequenos gestos do quotidiano.

 

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Poluição dos Mares e Oceanos

 

 
 

O mar foi desde sempre considerado como um vazadouro natural e durante milénios os ciclos biológicos asseguravam em larga medida a absorção dos dejectos e a purificação das águas. Actualmente, graças à sociedade industrializada e ao mundo militarizado, chegamos a um estado de desequilíbrio do meio marinho. Nele actuam diversos factores químicos, físicos e biológicos.

O mar possui uma grande capacidade de auto depuração e constitui um meio pouco favorável ao desenvolvimento da maioria dos germes patogénicos. Contudo, o lançamento incontrolado de águas utilizadas, provenientes de zonas urbanas, e os resíduos industriais tornaram as águas costeiras num meio propício ao desenvolvimento de microrganismos patogénicos.

Embora os microrganismos não representem, em regra, um grande perigo para os indivíduos que se banhem nas praias, com excepção do caso de elevadas poluições fecais, constituem um risco indiscutível para quem se alimenta de seres vivos criados nesse meio.

Por exemplo, a presença de abundante matéria orgânica favorece o desenvolvimento e crescimento de bancos de moluscos comestíveis que absorvem e retêm numerosos microrganismos patogénicos para os humanos. Este fenómeno explica a frequência de salmoneloses humanas e outras doenças provocadas por ingestão de moluscos (ostras, amêijoas, berbigão, etc.). Contaminações semelhantes podem ocorrer com os peixes que entram na cadeia alimentar dos humanos.

A poluição química dos mares e oceanos reveste uma importância muito maior do que a poluição por microrganismos. Numerosos detergentes e pesticidas arrastados pelas águas fluviais têm efeitos muito nocivos sobre a fauna e a flora litorais.

Outros produtos de origem industrial podem ter efeitos catastróficos nas comunidades costeiras. Os agentes poluentes, em geral, percorrem toda a cadeia trófica marinha, iniciando-se no fitoplâncton e zooplâncton, para se concentrarem finalmente nos moluscos e peixes que são comidos pelos humanos.

Os produtos petrolíferos têm um efeito nefasto sobre toda a vida marinha e litoral onde actuam.

As correntes marinhas facilitam a formação de marés negras, que se abatem sobre as praias e outras zonas costeiras. Os hidrocarbonetos espalhados nos mares e oceanos provêm sobretudo dos petroleiros que limpam os seus depósitos no alto mar e descarregam assim em cada viagem cerca de um por cento do seu carregamento. Esta percentagem pressupõe, ao fim de alguns anos, a existência de muitos milhares de toneladas de produtos petrolíferos espalhados pelos oceanos.

Entre as águas mais gravemente poluídas destacam-se as do Mar Mediterrâneo (também, por isso, designado a "fossa da Europa"), atravessado por milhares de petroleiros, as do Mar do Norte, o Canal da Mancha e os mares próximos do Japão.

A contaminação do meio ambiente por produtos petrolíferos tem como efeito a diminuição da fotossíntese, o tornar difícil a oxigenação das águas devido à camada de hidrocarbonetos e a intoxicação de muitos animais. As aves são particularmente afectadas. Em 1963, um acidente com o navio Ger-Maersk, na embocadura do Rio Elba, foi responsável pela morte de cerca de 500 000 aves de 19 espécies diferentes. Calcula-se que na Grã-Bretanha o número de aves vítimas de intoxicação por hidrocarbonetos seja de 250 000 por ano. Além das aves, são afectados os moluscos, os crustáceos costeiros e os peixes.

Quanto mais elevado for o nível do organismo na cadeia alimentar, maior é a concentração de poluentes que podem acabar por afectar os humanos, pois estes também são um elo da cadeia alimentar.

 
 

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Poluição dos Rios

 

 
 

A poluição é a contaminação do meio ambiente pelos desperdícios humanos. Não é fácil chegar-se a acordo sobre o que é a contaminação, pois diferentes pessoas podem considerar este problema segundo pontos de vista muito diversos. O nível social desempenha um papel importante quando se procura determinar o que é ou não é aceitável para o meio ambiente.

Através dos séculos, os humanos foram desenvolvendo uma atitude de conquista relativamente aos bens naturais. Entre os bens da natureza, a água é uma substância essencial à vida. O ser humano pode subsistir com 5 litros de água por dia. Algumas populações nómadas da zona sariana conseguem-no durante longos períodos de tempo. Contudo, tendo em conta os aspectos de higiene pessoal e doméstica, calcula-se que são necessários, no mínimo, 40 a 50 litros de água por pessoa. A isto teremos de juntar a água necessária para a agricultura e para a pecuária. O total, em determinados países e regiões, representa um consumo diário que pode atingir os 1000 litros por habitante.

Sabe-se que as águas doces (rios, lagos, etc.) do planeta em condições de utilização são cada vez menos, em virtude de a sua qualidade diminuir, de dia para dia, por causa da poluição. O problema da alteração das águas doces por contaminação é já conhecido há muito tempo. A poluição da água dos rios iniciou-se nos primeiros dias da civilização. Os humanos foram sempre atraídos para junto dos cursos de água, que lhes garantiam água para beber e para as suas actividades, tais como a irrigação dos campos e a criação de animais. Consequentemente, as primeiras civilizações, como a da Mesopotâmia (região situada entre os rios Tigre e Eufrates) e a da China antiga (rios Amarelo e Yangtse), desenvolveram-se ao longo de grandes rios.

Os rios são poluídos pela contaminação de lixos orgânicos, incluindo as excreções humanas e dos animais, e resíduos agrícolas resultantes da decomposição das plantas. Com o aumento da população e a aparição da actividade industrial, a poluição dos rios e lagos não cessou de aumentar.
Em 1961, a Organização Mundial de Saúde deu a seguinte definição relativa à poluição das águas doces: "Um curso de água considera-se poluído logo que a composição ou estado da água são directa ou indirectamente modificados pela actividade humana, de tal maneira que a água se presta menos facilmente às utilizações que teria no seu estado natural". Esta definição inclui também as modificações das propriedades físicas, químicas e biológicas da água que a podem tornar salobra (não potável) ou não utilizável para consumo nas actividades domésticas, industriais, agrícolas, etc.
O grau de poluição das águas pode ser calculado a partir da necessidade bioquímica de oxigénio, que se determina pelo peso (por volume unitário da água) de oxigénio dissolvido utilizado no decorrer dos processos biológicos das bactérias aeróbias contidas na água. Os seus valores variam entre cerca de 1 mg/l, nas águas naturais, e os 300-500 mg/l, nas águas domésticas não depuradas. Se a concentração de substâncias poluentes aumenta consideravelmente, a sua degradação esgota o oxigénio dissolvido na água, podendo produzir a morte de muitos seres aquáticos. A partir deste momento, as bactérias aeróbias, que, em condições normais, mantêm o seu poder auto-depurador da água, são substituídas por bactérias anaeróbias que contribuem para a putrefacção da água.
Embora a poluição da água possa ser acidental, a maior parte das vezes resulta de escoamentos descontrolados de origens diversas. As principais fontes poluidoras são:

- as águas residuais urbanas, que contêm os resíduos colectivos resultantes da vida quotidiana. O seu volume está em aumento constante, chegando em certas cidades a atingir os 600 litros por habitante e por dia, o que significa cerca de 50 quilos de substâncias secas e sólidas por habitante e por ano;

- as águas de origem industrial, que são a principal fonte de poluição das águas dos rios. A maioria das unidades industriais utiliza água em quantidade variável nos diferentes processos de fabrico. Os principais factores poluentes são o petróleo, o carvão, as indústrias químicas e as que utilizam como matéria-prima a celulose;

- a poluição de origem agrícola, proveniente essencialmente de certos produtos utilizados na agricultura, como os adubos, insecticidas e dejectos de origem animal.

A lista dos produtos poluentes das águas dos rios e lagos de um país compreende centenas de substâncias. A sua diversidade aumenta com as múltiplas combinações químicas em que participam. Entre os produtos orgânicos mais conhecidos encontram-se os ácidos gordos, ésteres, aminoácidos, detergentes aniónicos e aminas. Entre os compostos inorgânicos encontram-se numerosos sais dissolvidos no estado iónico: sódio, cálcio, potássio, nitratos, cloretos, bicarbonatos, fosfatos e sulfatos.

O poder de biodegradação da água é enorme, mas, se a concentração de substâncias orgânicas e químicas ultrapassa certos limites, as águas não a podem regenerar pela acção das bactérias. A vida desaparece e os rios e lagos transformam-se em gigantescos esgotos.

Os resíduos industriais lançados nos rios provocam verdadeiras hecatombes nas comunidades aquáticas, sendo particularmente notados os seus efeitos sobre os peixes.

Pode verificar-se que numerosas substâncias ácidas, sulfuretos, amoníaco, etc., paralisam as reacções biológicas provocando a morte de seres vivos. O aumento de temperatura da água, que implica um aumento do consumo de oxigénio, pode ameaçar seriamente toda a vida aquática. A utilização intensiva de água pela indústria (siderúrgica, do papel, etc.) amplia todos os dias este perigo.
Entre os elementos poluentes da água susceptíveis de provocar efeitos tóxicos no organismo, podemos citar os nitratos e os produtos fluorados que, embora sendo essenciais na prevenção da cárie dentária, se se encontrarem em concentração elevada podem provocar a fluorose crónica. São também poluentes das águas dos rios metais tóxicos como o arsénico, o selénio, o chumbo e o cádmio.
Os pesticidas desempenham um papel muito importante na poluição das águas continentais e são muito nocivos para os seres vivos. São ainda causa de poluição os hidrocarbonetos, os detergentes aniónicos (que entram na preparação de detergentes sintéticos) e a radioactividade resultante de resíduos radioactivos.

A poluição da água dos rios, sob o ponto de vista sanitário, constitui um problema cada vez mais preocupante para todos os países.

   

 

Poluição das Águas Subterrâneas

 

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A água é essencial à vida na Terra. No interior dos organismos, a água é o meio no qual se dão complexos processos metabólicos. Os organismos simples não podem realizar nenhuma função sem a presença de água e a privação dela causa rapidamente a morte. Contudo, a água tem que ser pura.
Os humanos, sendo os organismos mais complexos, são afectados pelas alterações químicas que a água possa experimentar. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, calcula-se em 1200 milhões o número de pessoas que carecem de água própria para consumo ou sentem, mesmo, falta de água.

Há claras disparidades entre os consumos domésticos, municipais e industriais entre os países desenvolvidos e os não desenvolvidos. A título de exemplo, em 1990, o consumo de água nos Estados Unidos da América era de cerca de 2162 m3 per capita, enquanto na Guiné-Bissau era de apenas 18 m3.

A água subterrânea é poluída, directa ou indirectamente, pela contaminação de diversas substâncias que são prejudiciais à saúde dos organismos e que reduzem a sua utilidade.
As águas subterrâneas, no seu estado natural, estão relativamente livres de contaminação. É por isso que são utilizadas na alimentação. A poluição das águas subterrâneas é especialmente insidiosa porque não é visível. Os municípios, no fornecimento de água às populações, têm o cuidado de testar a sua qualidade rotineiramente. É sempre fonte de preocupação qualquer alteração que se encontre na água. Em muitos casos, a contaminação por poluentes de um aquífero cuja água é utilizada na alimentação é muito lenta, pois o seu trajecto é feito através do solo e de rochas permeáveis - não se desloca livremente. Por vezes é significativo o espaço de tempo que decorre entre a introdução do poluente num aquífero e a sua presença na água que se bebe, mas em terrenos muito permeáveis a contaminação da água pode ocorrer muito rapidamente.
A poluição das águas subterrâneas, muitas vezes, só aparece depois de a indústria ou outra actividade por ela responsável ter cessado a sua laboração há muitos anos. Por exemplo, produtos químicos armazenados ou derramados no solo podem demorar anos a atingir um aquífero. Depois de ser atingido o aquífero, a área contaminada tende a ser alargada e a fonte fica inutilizada. Este é o problema que pode ser causado por lixeiras localizadas em aterros não impermeabilizados ou por substâncias tóxicas derramadas imprevidentemente nos solos.

Substâncias como os pesticidas ou herbicidas utilizados na agricultura podem atingir a água subterrânea através da água de irrigação que penetra no solo.

Os nitratos, uma das substâncias mais utilizada nos fertilizantes, é pernicioso, mesmo em pequenas quantidades, na água que possamos beber.

A chuva pode também dissolver as substâncias de uma entulheira e arrastá-las para os aquíferos.
Metais pesados, tais como o mercúrio, o chumbo, o crómio, o cobre e o cádmio, conjuntamente com outras substâncias químicas venenosas, podem ser concentrados nos aquíferos a partir de depósitos de lixo.

Resíduos líquidos e sólidos existentes em depósitos, bem como resíduos de canos de esgoto, podem conter microrganismos, como bactérias patogénicas e vírus, que podem contaminar as águas subterrâneas. Resíduos eliminados pelas indústrias e pelas bases militares podem ser altamente tóxicos, contendo altas contaminações de metais pesados e outros produtos perigosos.
Produtos resultantes da drenagem de minas de carvão e de metais podem contaminar a superfície e posteriormente as águas subterrâneas. As estações de abastecimento de gasolina são, geralmente, fontes poluentes da água subterrânea, assim como os líquidos que são armazenados em fossas, desde que atinjam terrenos permeáveis.

As águas subterrâneas poluídas são muito difíceis de purificar. Devido ao seu lento movimento e grande volume, uma operação de limpeza numa região poderá levar décadas e custar milhões de euros para ficar completa.

A poluição das águas subterrâneas pode ser evitada, desde que haja cuidado. A lixeira de uma cidade não deve ser construída acima do nível das águas subterrâneas. O local deve ser isolado por um leito constituído por uma espessura significativa de argila. A parte superior deve ser isolada da água da chuva por uma cobertura impermeável. Barreiras podem impedir que as correntes de água superficiais se dirijam para as lixeiras. A prevenção da poluição das águas subterrâneas pode ser cara mas é muito mais barata do que a despoluição posterior.

   

 

Poluição Atmosférica

 

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A estratosfera encontra-se entre os 15 e os 50 km acima da superfície da Terra. É nesta camada da atmosfera que a energia solar quebra algumas moléculas de oxigénio (O2). Os átomos de oxigénio (O) combinam-se com moléculas intactas de oxigénio (O2) e originam ozono (O3). A camada de ozono originada absorve os raios ultravioletas do Sol, evitando que estes atinjam a Terra. Se estes raios atingissem a Terra, a vida não seria possível, porque os seres vivos não toleram doses elevadas de radiação ultravioleta.

A troposfera é a camada atmosférica que envolve a Terra. É geralmente composta por 78% de azoto (N2), 21% de oxigénio (O2) e 0,03% de dióxido de carbono (CO2). O ar apresenta ainda, em maior ou menor grau, gases poluentes que são substâncias que têm efeitos perniciosos. Os seres vivos podem morrer quando a taxa de poluente atinge um nível elevado.
Acima do nível limiar, começam a sentir-se os efeitos da poluição. Contudo, esses efeitos dependem da concentração e do tempo de exposição. Altos níveis de poluição podem ser tolerados, desde que o tempo de exposição seja curto. Não é a quantidade absoluta que é importante mas a dose, entendendo-se por dose o valor obtido multiplicando a concentração pelo tempo de exposição.

Os factores que determinam o nível de poluição são: a quantidade de poluentes no ar; o espaço no qual os poluentes estão dispersos; os mecanismos que removem os poluentes do ar.
Vulcões, fogos e tempestades de areia lançam fumos e outros poluentes naturais na atmosfera, por onde podem ficar durante milhões de anos. As árvores e outras plantas emitem para a atmosfera compostos orgânicos voláteis. Contudo, a biosfera possui mecanismos que removem, assimilam e reciclam os poluentes naturais. Quando os poluentes se dispersam na atmosfera, ocorre a sua limpeza, pois o radical hidróxido (OH) combina-se com muitos deles tornando-os inofensivos ou precipitando-os na Terra, onde os microrganismos do solo convertem alguns dos compostos em produtos inofensivos. A química de toda esta limpeza é complexa e está a ser investigada.

Com a descoberta do fogo, os humanos começaram a acrescentar a estes outros poluentes naturais. Durante séculos, a poluição provocada pelos humanos foi destruída pelos processos naturais e não teve naturalmente efeitos prejudiciais. Com a Revolução Industrial começou a utilizar-se o carvão para aquecimento e obtenção de energia, e a poluição do ar passou a ser significativa. Esta poluição tornou-se conhecida como "nevoeiro industrial", mistura de nevoeiro e fumo (smog), uma irritante mistura de compostos sulfurosos e vapor de água.

As substâncias estranhas que provocam a poluição atmosférica, na forma sólida, líquida e gasosa, concentram-se em suspensão na atmosfera. Não fazem parte da composição habitual do ar, onde por vezes se encontram em quantidades anormais.
As suas fontes possíveis são os procedimentos industriais e as combustões, tanto domésticas como industriais, principalmente de combustíveis sólidos (carvão) e líquidos (gasolina, petróleo, etc.), que produzem fumos, poeiras e óxido de enxofre, e também os veículos motorizados, cuja densidade nas regiões fortemente urbanizadas determinam uma poluição atmosférica elevada.

A importância de cada uma das fontes de poluição está relacionada com a concentração e a toxicidade dos agentes poluentes e das condições meteorológicas locais.
Das substâncias mais poluentes da atmosfera são de destacar os anidridos sulfurosos, o óxido de carbono, os óxidos de azoto, os hidrocarbonetos gasosos libertados depois da combustão incompleta dos hidrocarbonetos líquidos, o chumbo, os fluoretos, etc.
O anidrido sulfuroso é dos poluentes mais vulgares na atmosfera das grandes cidades e zonas industriais. O principal perigo representado pelo anidrido sulfuroso resulta das reacções químicas que em certas condições ambientais (humidade) o transformam em anidrido sulfúrico, que origina o ácido sulfúrico que está na base dos nevoeiros industriais (smog) e das chuvas ácidas.

As condições climáticas influem de maneira determinante na repartição da poluição atmosférica. O vento pode dispersar os agentes poluentes emitidos numa região determinada ou transportá-los para uma zona distante do seu ponto de emissão. As inversões térmicas (inversão de temperaturas) são também importantes para a poluição do ar sobre as cidades. Por vezes o ar mais quente das camadas superiores impede que o ar mais frio, próximo do solo, se eleve e disperse os poluentes.

O conhecimento de todos estes factores, ao nível micro climático, é indispensável para poderem ser estabelecidos os graus de poluição nos centros urbanos e industriais.

 

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